Negociação é palavra desconhecida pela diretoria da Imbel

outubro 19, 2017 No Comments »
Negociação é palavra desconhecida pela diretoria da Imbel

Outro problema é a questão do plano de saúde, apresentado e discutido e a posição da empresa é que ela oferece este plano que aí está, algo vergonhoso

Luís Alberto Alves/CNTQ

A palavra negociação ainda é desconhecida pela diretoria da Imbel. Na terça-feira (17), sindicalistas de várias entidades onde  a empresa tem unidade se reuniram no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para propor acordo visando a campanha salarial deste ano, cuja data-base é abril.

Segundo o presidente do Sindicato dos Químicos de Juiz de Fora, Scipião Junior, no primeiro contato feito, por representante do TST, Dr. Rogério, a Imbel se mostrou contraria a qualquer discussão, mantendo a posição radical de reajuste salarial de 2,9% e corte ainda maior nas conquistas de seus funcionários.

“A proposta (Ticket de R$ 475,00 , Multa por atraso de pagamento, Não contratação de temporários e terceirizados, Cláusula de dirigente sindical, 3,5% de reajuste salarial, Retorno das 42 h, Abono de Natal, Pagamentos dos dias parados) foi bem recebida pelo TST, mas a Imbel recusou qualquer diálogo. Nós queremos negociar, mas a empresa tem postura contrária”, disse Scipião.

O presidente do Sindicato dos Químicos de Lorena, Jeferson Ferreira, adiantou que na próxima semana os trabalhadores da unidade de Piquete/SP tomarão uma atitude a respeito deste pouco caso da Imbel em relação às questões salariais da categoria.

“Não está descartada a suspensão das atividades por dias a serem definidos por todos ou por tempo indeterminado pois a postura dos representantes desta empresa e vergonhoso para com os trabalhadores”, disse Jefinho.

Outro problema é a questão do plano de saúde, apresentado e discutido e a posição da empresa é que ela oferece este plano que aí está, algo vergonhoso. A Imbel alega cumprir determinação do ministério do Planejamento. Para todos os sindicalistas participantes da reunião que ocorreu em Brasília, é visível a falta de vontade da empresa quando se trata de questões salariais.